Teologia

Amor e Liberdade

“Amar ao próximo como a si mesmo.” Mateus 22: 36-40

No capítulo 5 da Epístola aos Gálatas está escrito o seguinte:

“[…] vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros.” Gálatas 5:13-15

A verdadeira liberdade não é liberdade da carne, e sim a da alma “que foi chamada por Deus”. Para o homem obter a liberdade absoluta, precisa entrar no mundo de Deus e se unir com Ele. Em outras palavras, precisa crer que o homem é filho de Deus e viver conforme essa fé.

O mundo de Deus existe aqui e agora. A nossa natureza verdadeira já é de filho de Deus. e o local dessa nossa origem é o mundo de Deus. A ÚNICA regra existente no universo é esta: “AME“. Somente quem vive o amor do mundo de Deus obtém a verdadeira liberdade, porque Deus é a própria liberdade.

Muitas pessoas, no intuito de obter a liberdade, promovem conflitos reivindicando direitos, maior salário, posse de bens ou títulos. Mas a disputa é contrária à vontade de Deus e jamais conduzirá as pessoas à liberdade. O único caminho que nos conduz à liberdade é o amor. Quem ama torna-se um com a pessoa amada. Por isso, é livre. Quem ama todas as pessoas e todas as coisas torna-se um com todas as pessoas e todas as coisas. Por isso obtém a liberdade absoluta. Esse amor não é amor-apego.

O amor-apego, que faz a pessoa querer controlar o outro, não é amor verdadeiro e não proporciona verdadeira liberdade ao ser humano. O desejo de controlar o outro já é prova de que a pessoa acredita que o outro não age como ele quer. Tal desejo parte da premissa de que existe um conflito que impossibilita a união entre eu e o outro.

O amor é um sentimento que estabelece a união entre o eu e o outro; não é o desejo de atrair o outro para junto de si, mas o de transcender a fronteira do ego e amar o outro como a si mesmo. É o sentimento que elimina o apego ao eu individual e relativo, levando-nos a mentalizar que o outro é filho de Deus e já é feliz. Quando amamos desse modo, tanto o outro como nós próprios somos vivenciados vivificados, salvos e nos tornamos totalmente livres. O amor proporciona a liberdade, anula o relativo e faz com que se manifeste o absoluto. O mundo da Existência Verdadeira é o mundo da plenitude de todas as coisas. Somente nesse mundo existe o verdadeiro amor e a verdadeira liberdade.

Escrito por Seicho Taniguchi

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