Como sobreviver ao fim do mundo

Dr. Michio Kaku durante sua visita ao Brasil
Dr. Michio Kaku durante sua visita ao Brasil

São Paulo – “O mundo vai morrer mais rápido do que imaginávamos.” É com essa frase que o professor da Universidade de Nova York, Dr. Michio Kaku, responde para INFO a dúvida que inquieta a humanidade há milênios: o mundo vai acabar?

Em visita a São Paulo, Dr. Kaku é preciso ao prever o fim da vida no planeta Terra. Porém, não hesita em explicar que existe uma chance de salvação para todos nós. Para ele, a evolução tecnológica da nossa civilização fará com que seja possível viajar para além do Sistema Solar e habitar um novo planeta, com características semelhantes as da Terra.

Dr. Kaku, também conhecido como o físico do impossível, explica que o fim da vida na Terra é inevitável porque, ao contrário do que a comunidade científica pensava anteriormente, o universo está se expandindo muito rápido, fora do controle. “A energia escura está puxando o nosso universo”, diz.

Pela lógica, o Big Bang, a explosão que originou o universo e possibilitou o nascimento da vida no planeta Terra não cessou. Ela apenas diminuiu sua velocidade. Por isso, o universo nunca deixou de se expandir. Chegará uma hora em que a Terra ficará tão longe do Sol que não haverá luz suficiente por aqui. “Ao contrário do que se pensa, vamos morrer em gelo, não em fogo”, conta Dr. Kaku.

“Minha opinião é que, no futuro, se o universo ficar muito frio e estiver morrendo, nós vamos estar tão avançados tecnologicamente que poderemos deixar a Terra”, afirma. Parece loucura, mas Dr. Kaku se baseia numa respeitada base teórica para sustentar sua argumentação, a teoria do “Multiverso”.

De forma simplificada, Dr. Kaku explica que, de acordo com a teoria, o universo onde vivemos é como uma bolha de sabão, que está se expandido. O cientista acredita que existem outras bolhas de sabão no universo, que por sua vez dão origem a novas bolhas melhores por meio de novas explosões. “O Big Bang acontece o tempo todo no universo”, afirma Dr. Kaku.

Atualmente, a astronomia já localizou dois mil planetas em sistema solares espalhados no universo. Segundo Dr. Kaku, a probabilidade de existir algum planeta em uma zona habitável para humanos é muito grande.

Mas, para que seja possível fazer essa mudança planetária, precisaríamos avançar muito nossa tecnologia, diz o físico.”Quando pensamos no espaço, podemos separar os humanos em três tipos de civilização”, explica Dr. Kaku. Ele acredita que dentro de mil anos, estaremos no tipo 1. Quando isso acontecer, conseguiremos controlar o clima, vulcões e erupções.

O segundo tipo de civilização é a estelar. Isso porque ela consegue controlar estrelas como no filme StarTrek. Porém, a civilização mais evoluída de todas é a de tipo 3, capaz de controlar as galáxias como no Star Wars. Quando alcançarmos esse nível, conseguiremos colonizar outro planeta.

O problema é que, atualmente, estamos abaixo de todos esses tipos de civilização. “Somos o tipo 0, só podemos sonhar em controlar a água, as estrelas e os planetas. Estamos longe de sermos uma civilização do tipo 1, mas caminhamos para isso”, diz Dr. Kaku.

Demonstrações de que avançamos rumo à civilização de tipo 1 seriam, na opinião de Dr. Kaku, a invenção da internet, a disseminação da tecnologia, o uso do inglês como uma linguagem planetária e a criação de grandes blocos supranacionais, como a União Europeia.

O físico vai mais longe e afima que eventos como a Copa do Mundo, as Olimpíadas e o rock´n´roll são exemplos de atividades que unem a humanidade, o que contribui para nosso avanço civilizatório.

O problema é que, para ele, as pessoas têm medo do futuro. “A tecnologia tem se movido tão rápido que quando aparece algum desses cenários, as pessoas pensam que esse é o começo do fim do mundo, mas esse futuro não é o juízo final”, justifica Dr. Kaku.

2012 – Apesar de Dr. Kaku acreditar em um fim do mundo próximo, ele acalma a população que acredita no fim dos tempos em 22 de dezembro de 2012, conforme prevê profecia atribuída ao povo maia.

“As pessoas olham o calendário maia e acham que o mundo vai acabar esse ano. Entretanto, se você analisar o calendário com cuidado, vai perceber que ele é cíclico. Um ciclo termina e outro começa”, justifica o cientista, descartando que os maias tenham, de fato, previsto o fim da vida no planeta. “Para os maias, 2012 representaria a celebração de uma nova era, não do fim da vida”, defende.

Dr. Kaku também afirma que a Terra não será destruída por eventos comumente comentados, como a colisão contra um asteroide, a atração por um buraco negro ou uma grande explosão solar. “Sim, há um buraco negro na Via Láctea, mas existe uma órbita estável ao redor dele”, justifica.

Dr. Kaku descarta a ideia de que uma tempestade solar irá destruir a Terra. Ele conta que o planeta já passou por este tipo de evento, sem maiores consequências. “Em 1859 aconteceu uma grande tempestade solar. Esse é um perigo para a civilização moderna porque pode gerar grandes blecautes, por exemplo, mas não vai destruir a raça humana”, esclarece.

Sobre 2012, Dr. Kaku recomenda levar a vida normalmente. “Eu digo para essas pessoas que não peçam demissão, não se divorciem, não vendam suas casas agora porque há chances de você ver janeiro de 2013. É basicamente uma ficção dizer que o universo vai destruir a Terra em 2012. Não existe ciência nisso”.

Fonte:  Revista Info.

Disponível em: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/como-sobreviver-ao-fim-do-mundo-29022012-46.shl

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