Bom mesmo é ser preguiçoso

Já há algum tempo que me pergunto por que existem empresas que necessitam que seus profissionais fiquem cada vez mais horas e horas em seus escritórios.
Além do aumento do custo de insumos produzido pela aglomeração diária de pessoas, a inércia acaba por tomar conta de lugares assim.
A conversa fiada se prolifera, o aumento do consumo de café parece piorar o humor das pessoas, tornando-os irritadiços e estressados, o convívio extenuante gera calos nos relacionamentos, enfim… Parece que o escritório torna-se uma tortura.
Por outro lado, quando perguntamos a alguém como seria uma organização “perfeita” para se trabalhar, temos imediatamente uma descrição que geralmente é infalível: Uma empresa flexível!

Acredito que, o sonho de qualquer ser humano que produza algum tipo de trabalho seja o de, chegar na hora que quer e sair na hora que deseja, mas, sejamos sinceros. Quando uma organização propõe isso, é para que, geralmente, você chegue mais cedo e saia mais tarde, levando-o ao cenário já exposto acima. Então, qual é a solução?
Outro dia, numa entrevista de emprego alguém perguntou: Qual a sua atitude perante a organização, para que gere resultados satisfatórios? Respondi sem pensar: Ser preguiçoso.

Tenho preguiça de ter horário marcado para entrar e sair na orgaização. Por isso, quando preciso resolver algo para a empresa, não importa a hora que eu chegue ou saia, tenha certeza que o que for necessário será resolvido antes do previsto.
Tenho preguiça em perder tempo com reuniões sem resultado. Por isso, faço com que minhas reuniões sejam produtivas e focadas, tornando-as curtas e realmente agregadoras de soluções para a empresa.
Tenho preguiça em levar bronca. Por isso, trabalho duro, levando em consideração as informações e a estratégia de modo a alcançar mais rapidamente os números que a organização deseja.

Tenho preguiça de trabalhar sob pressão. Por isso, tenho a postura de levar sempre em consideração todas as questões relevantes ao negócio da organização, para evitar que surpresas aconteçam no dia-a-dia.
Tenho preguiça de correr atrás do prejuízo. Por isso, uso constantemente o conhecimento necessário para compreender o negócio da empresa como um todo, tomando decisões acertadas, de modo a pensar estrategicamente e agir antecipadamente…
Foi interessante observar as feições do meu entrevistador. Acredito que até hoje nunca havia aparecido ninguém com uma resposta tão inusitada.

Não recebi ainda a resposta sobre a entrevista, mas fica a reflexão para que possamos analisar de forma racional: Afinal, não são de pessoas preguiçosas que as organizações precisam?

Por:

Ana Claudia Fabém

Há treze anos desempenho atividades de gestão comercial, relacionadas ao incremento de vendas no mercado de serviços, tendo atuado em empresas de porte e multinacionais.
Formada em Gestão de Processos Gerenciais pela EBAPE/ FGV, curso esse certificado pela EFMD (European Fundation for Management Development), detentor do selo CEL (Technology Enhanced Learning), creditação de excelência voltada para programas baseados no uso intensivo de tecnologia educacional.
Analista de Recursos Humanos, Marketing, Finanças, Operações e Negócios Contemporâneos pela FGV online.
Especialista em expansão de vendas territoriais e regionais, gestão de equipes, aumento de lucratividade por produto,gestão de relacionamento com clientes, superação de expectativa de mercado.
Principal contribuidora na equipe de projetos interdisciplinares STAFF. Projetos disponíveis para consulta em: http://www.youtube.com/user/AnaFabem

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