Administração

Prática do “job rotation” visa a acabar com escassez de talentos nas empresas

A escassez de talentos no mercado de trabalho vem tirando o sono de alguns gestores, os quais não encontram para as mais variadas posições da empresa profissionais capacitados. Com o objetivo de reverter esse quadro, parte das organizações adota uma prática característica da década passada: o “Job Rotation”.

Trata-se de um sistema baseado em rodízio de funções e que dá ao profissional a oportunidade de conhecer as mais distintas atividades exercidas dentro da própria empresa.

Oriunda dos anos 90, sobretudo quando muitas companhias passaram a utilizá-la se valendo do “boom” causado pela globalização, a metodologia tornou-se muito comum nas funções de estagiários e trainees.

“Por ser uma demanda que contempla os profissionais com motivação e rápido aprendizado, os jovens que ainda não haviam optado por um caminho sentiram-se atraídos pela prática”, afirma a diretora de Consultoria da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Neli Barboza.

Novos ares

No entanto, a prática não está sendo mais direcionada apenas aos jovens, mas sim aos profissionais já graduados e que precisam de uma formação breve e eficaz. Esta é uma forma encontrada para suprir a falta de talentos.

“A meta hoje é contratar pessoas com talento, que detenham um conjunto de potencialidades muito alto. A partir daí, torna-se necessário treiná-las, para que encontrem o espaço dentro da corporação”, explica Neli.

Erra quem acha que o “Job Rotation” serve apenas para acalmar os ânimos dos funcionários insatisfeitos com a atual posição. Na avaliação da diretora, a prática é utilizada como forma de provocar uma “alternância de áreas, e não de cargos”. Por isso, não adianta integrar um funcionário desmotivado no programa, pois o efeito esperado não será surtido.

“Para o sistema dar certo, a empresa tem de definir seus planos e expectativas em relação ao processo e direcioná-lo para a estratégia dos negócios”, afirma Neli, que ressalta que, sem planejamento, pode ocorrer de uma pessoa ir para outra área e, sem conhecê-la, promover mudanças que podem ser negativas.

Rodando!

Segundo a diretora da Ricardo Xavier, o “Job Rotation” é uma boa prática tanto para a organização quanto para os profissionais. Isso porque a primeira irá se servir de colaboradores preparados para assumir posições em um curto espaço de tempo, além de estarem gabaritados para tomares decisões nas diversas áreas internas.

Já com relação ao profissional, todo o aprendizado e motivação que ele irá receber o fortalecerá com a ampliação da sua visão estratégica da empresa. É nessa hora que esse funcionário poderá descobrir aptidões e até mesmo dar um novo direcionamento à sua carreira.

“Além de trazer motivação, as pessoas se sentirão privilegiadas pela ampliação de seus conhecimentos, o que significa, para o gestor, ter um grupo de profissionais mais fortes e engajados com a empresa”, avalia Neli.

De acordo com ela, ainda se encaixam nesses conjuntos benéficos a redução do turn over e da busca por mão de obra no mercado.

Publicado na revista: Infomoney

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